Uma noite marcada por reconhecimento, transição e celebração reuniu autoridades do Judiciário, representantes de movimentos sociais e integrantes de instituições públicas para homenagear o magistrado Guilherme Guimarães Feliciano, que encerra sua atuação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e assume o cargo de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas (SP).
Durante o evento, Feliciano recebeu o título de “Guardião do ESG, da Sustentabilidade e da Responsabilidade Social no Sistema de Justiça Brasileiro”, concedido pelo Instituto Global de ESG, em reconhecimento à sua atuação em pautas ligadas à gestão pública sustentável, inclusão social e responsabilidade institucional.
A despedida do conselheiro também ficou marcada por uma medida considerada histórica no âmbito do Judiciário. Em sua última sessão plenária no CNJ, Guilherme Feliciano relatou uma recomendação inédita que orienta tribunais e órgãos do Poder Judiciário a promoverem a contratação remunerada de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis.

A iniciativa busca fortalecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos e ampliar a participação de trabalhadores da reciclagem em serviços ligados à coleta seletiva e destinação adequada de resíduos. A medida também é vista como um avanço na promoção da economia circular e da inclusão social dentro das instituições públicas.
Representantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) acompanharam a aprovação da recomendação e destacaram a importância da decisão para a categoria.
“A gente assistiu a conquista sendo votada e aprovada por unanimidade. Para nós, catadores que vivemos da catação, é algo maravilhoso”, afirmou Alex Cardoso, representante do movimento, ao comentar o impacto da medida para as cooperativas que atuam em parceria com órgãos públicos.
A cerimônia contou com a presença de ministros e autoridades do sistema de Justiça, entre eles o ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), as ministras Liana Chaib, Delaide Arantes e Kátia Magalhães Arruda, também do TST, além do conselheiro Ulisses Rabaneda, do CNJ.
Também participaram do encontro Lavito Bacarissa, secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), e Aline Sousa, representante do MNCR-DF.
A transição de Guilherme Feliciano para o TRT-15 encerra um período de atuação no CNJ marcado pela defesa de iniciativas voltadas à sustentabilidade, responsabilidade social e fortalecimento de políticas públicas com impacto social dentro do sistema de Justiça brasileiro.
*Esplanada Comunicação – Suely Martins da Silva






