O Distrito Federal avança na ampliação da rede pública de urgência e emergência com a construção de sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em diferentes regiões. As obras estão em andamento em Águas Claras, Água Quente, Estrutural, Guará, Sol Nascente e Taguatinga. Em Arapoanga, a unidade ainda está na fase preparatória e aguarda a conclusão de etapas administrativas para o início das intervenções.
Ao todo, já foram contratados R$ 117 milhões para a execução de seis dessas unidades. Com a entrega dos novos equipamentos, o DF passará das atuais 13 para 20 UPAs em funcionamento, ampliando a capacidade de atendimento e reduzindo a pressão sobre hospitais e demais serviços da rede pública.

As novas UPAs terão área de 2.632 m², 65 leitos, consultórios médicos, salas de estabilização, laboratório, farmácia, setor de imagem, brinquedoteca e refeitório | Foto: Divulgação/IgesDF
Os números reforçam a necessidade dessa expansão. Entre 1º de janeiro e 29 de abril deste ano, as 13 UPAs em operação no Distrito Federal registraram 495.984 atendimentos, de acordo com dados do Sistema MV, painel de indicadores do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O volume evidencia a forte demanda por serviços de urgência e emergência em várias regiões administrativas.
Cada uma das novas unidades será classificada como porte 3, o mais alto padrão definido pelo Ministério da Saúde. As estruturas terão 2.632 metros quadrados de área construída e capacidade para 65 leitos, sendo 33 destinados ao atendimento de adultos e 32 ao público pediátrico. Os prédios também contarão com consultórios médicos, salas de estabilização, laboratório, farmácia, setor de imagem, brinquedoteca e refeitório.
“Essas unidades têm papel essencial em diversas regiões, reduzindo deslocamentos, desafogando hospitais e garantindo atendimento mais rápido e resolutivo”Adisson Gabriel Vieira, superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF

Segundo o IgesDF, a proposta da expansão é aproximar o atendimento da população, reduzir deslocamentos e aliviar a sobrecarga das unidades já existentes. A avaliação do instituto é de que a nova rede poderá oferecer respostas mais rápidas e melhorar o fluxo de pacientes na assistência de média complexidade.
Entre as obras em estágio mais avançado estão as unidades de Águas Claras e do Guará. Nessas duas regiões, as estruturas principais já foram concluídas, com alvenaria e instalações em fase adiantada, além do início da drenagem pluvial externa. A unidade de Água Quente também já teve a estrutura finalizada e segue agora com os serviços internos e a preparação da infraestrutura externa.
No Sol Nascente, o cronograma foi impactado por entraves no início da obra, mas os trabalhos avançam nas etapas de concretagem de lajes e instalações. Na Estrutural, as equipes atuam na execução de pilares e lajes. Em Taguatinga, após paralisações, a obra foi retomada em dezembro de 2025. O cronograma foi refeito, com entrega prevista entre janeiro e fevereiro de 2027, embora exista possibilidade de antecipação. No local, os serviços seguem em várias frentes, como concretagem, alvenaria, instalações elétricas e climatização.
Já a futura UPA de Arapoanga está na etapa final de preparação para o início das obras. A liberação da documentação do terreno é o passo que falta para o começo das intervenções.

*Com informações Agência Brasília






