Zema é confirmado candidato pelo Novo e promete campanha de oposição ao PT

Ex-governador de Minas Gerais foi oficializado nesta segunda-feira (27) e reforçou discurso de "outsider" da política tradicional

O empresário e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema teve sua candidatura à Presidência da República confirmada nesta segunda-feira (27) em convenção do partido Novo. Durante o discurso de lançamento, ele definiu a oposição ao PT como o principal eixo de sua campanha e afirmou ter acompanhado de perto os efeitos da crise fiscal enfrentada por Minas Gerais durante governos petistas anteriores.

Zema criticou o atual governo federal e citou uma sequência de escândalos associados a gestões do PT ao longo dos anos, incluindo casos mais recentes envolvidos em investigações financeiras. Segundo ele, falta ao governo um projeto de longo prazo, e as prioridades estariam voltadas apenas ao calendário eleitoral.

O ex-governador também defendeu que o país reúne condições para se desenvolver, mas esbarra recorrentemente em problemas ligados à corrupção. Ele reforçou a imagem de candidato afastado do establishment político, mesmo tendo cumprido dois mandatos à frente do governo mineiro, entre 2018 e 2022.

Estratégia de terceira via

Na disputa deste ano, Zema busca repetir a estratégia adotada em campanhas anteriores, posicionando-se como alternativa à polarização entre PT e PL. Ele já apoiou candidaturas do PL em eleições passadas, mas tem mantido distância do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também concorrente ao Planalto, evitando comentários diretos sobre o rival em entrevistas recentes.

Outros nomes que se apresentam como alternativa aos dois polos — como o governador Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) — têm adotado postura diferente, fazendo críticas tanto a Lula quanto a Flávio, atualmente os líderes nas pesquisas.

Levantamento Nexus/BTG divulgado nesta segunda-feira apontou Zema em quinto lugar nas intenções de voto, com 3%. O candidato minimizou o resultado, afirmando que o eleitorado costuma se engajar mais na reta final do processo eleitoral.

Vice ainda em definição

O nome que ocupará a vice-presidência na chapa segue indefinido. Zema afirmou que a decisão deve ser anunciada até 5 de agosto, prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os cotados está o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, filiado ao DC. Segundo apurou a reportagem, representantes do partido procuraram o Novo recentemente para tratar da possibilidade, e os dois já teriam conversado por telefone. Ainda não há confirmação sobre a aceitação do convite.

Esta será a terceira disputa presidencial de Zema, que chega à corrida deste ano reafirmando o discurso que marcou suas campanhas anteriores para o governo de Minas Gerais.

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