Coca-Cola e Nestlé pedem aos EUA que evitem novas tarifas sobre produtos brasileiros

Empresas afirmam que a medida pode elevar custos, afetar cadeias de suprimentos e reduzir a competitividade da indústria norte-americana

Grandes empresas multinacionais, entre elas Coca-Cola e Nestlé, solicitaram ao governo dos Estados Unidos que não adote novas tarifas sobre produtos importados do Brasil. Os pedidos foram apresentados durante uma consulta pública conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável por avaliar possíveis mudanças na política comercial do país.

As companhias argumentam que a aplicação das tarifas pode provocar impactos negativos nas cadeias de suprimentos, aumentar os custos de produção e comprometer a competitividade de empresas instaladas em território norte-americano. Segundo os documentos enviados ao governo dos EUA, a adoção de barreiras comerciais pode afetar diretamente o fornecimento de matérias-primas consideradas estratégicas para diversos segmentos industriais.

A Coca-Cola pediu a manutenção da isenção para insumos derivados de laranja importados do Brasil e também solicitou um tratamento semelhante para produtos à base de limão utilizados na fabricação de bebidas. A empresa afirma que esses ingredientes são essenciais para sua produção e que uma tributação adicional pode gerar interrupções no abastecimento e elevar os custos da operação.

Já a Nestlé defendeu a exclusão das tarifas para produtos como café solúvel não aromatizado e colágeno bovino adquiridos do mercado brasileiro. A empresa sustenta que esses insumos fazem parte de sua cadeia de produção e que a manutenção do fluxo comercial contribui para a estabilidade das operações industriais.

Outras companhias de diferentes setores também participaram da consulta pública e manifestaram preocupação com a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Entre os argumentos apresentados estão o risco de aumento dos custos para consumidores e empresas, além de possíveis impactos sobre a competitividade da indústria dos Estados Unidos.

O governo norte-americano ainda analisa as contribuições recebidas durante a consulta pública e não anunciou uma decisão definitiva sobre a adoção das novas tarifas. Enquanto isso, empresas que mantêm relações comerciais com o Brasil acompanham o processo e defendem medidas que preservem o fluxo de importações e reduzam impactos econômicos para ambos os mercados.

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