Brasil atinge menor taxa de analfabetismo desde 2016, aponta IBGE

Dados da PNAD Contínua mostram recuo para 4,9%, impulsionado pelo avanço geracional, mas população idosa e desigualdades regionais seguem como os maiores desafios

O Brasil registrou o menor contingente de analfabetos desde o início da série histórica em 2016. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Educação, divulgada pelo IBGE, o país tem 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever, o que representa uma taxa de 4,9%. Em um ano, cerca de 592 mil pessoas deixaram essa condição.

Apesar do avanço, o problema permanece concentrado regional: o Nordeste abriga 57,4% do total de analfabetos do país (4,8 milhões de pessoas) e a população com 60 anos ou mais responde por 58% do índice nacional. Entre os idosos, a taxa de analfabetismo é de 14,9%, evidenciando o peso do fator etário.

Disparidades e os desafios na juventude

No recorte social, as mulheres mantêm taxas de alfabetização e conclusão da educação básica superiores às dos homens. Já a desigualdade por cor ou raça continua acentuada: 64,9% dos cidadãos brancos concluíram o ciclo básico obrigatório, contra 51,3% dos pretos ou pardos.

Na base educacional, o IBGE identificou que a falta de vagas ou de infraestrutura é o motivo de 33,4% das crianças de 2 a 3 anos não frequentarem creches. Na outra ponta, o abandono escolar atinge 7,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos (maioria homens e negros). A necessidade de trabalhar (43%) e o desinteresse pelos estudos (25,6%) são os principais fatores para a evasão. Como dado positivo, o índice de jovens que não trabalham e nem estudam recuou para 17,5%, o menor patamar recente.

Com informações da Agência Brasil

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