Orquestra Sinfônica retorna ao Teatro Nacional e bate recorde de público em um ano

Após reabertura da Sala Martins Pena, temporada registra lotação máxima e mais de 24 mil espectadores

Depois de uma década longe de sua sede, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro voltou ao palco e encontrou um público que não apenas esperava, mas ocupou cada espaço disponível. Um ano após o retorno à Sala Martins Pena, no Teatro Nacional, a temporada registra lotação máxima em praticamente todas as apresentações e consolida um novo momento para a música clássica em Brasília.

Desde fevereiro de 2025, cerca de 24 mil pessoas passaram pela sala, que teve a capacidade ampliada de 400 para 478 lugares após a reforma conduzida pelo Governo do Distrito Federal. O número reflete uma demanda reprimida ao longo dos anos em que o teatro permaneceu fechado, entre 2014 e o fim de 2024.

O Teatro Nacional estava fechado desde 2014 e foi reaberto por este GDF em dezembro de 2024, com a entrega da Martins Pena e seu foyer | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Para o maestro titular Cláudio Cohen, à frente da orquestra há mais de uma década, o retorno à sede representa mais do que uma mudança física. “É bom voltar para casa”, resume. Segundo ele, a ausência prolongada acabou ampliando o interesse do público, que hoje disputa ingressos a cada nova apresentação.

A procura elevada se traduz também no ambiente digital. Em um dos concertos recentes, foram registrados mais de 5 mil acessos simultâneos para retirada de ingressos, número muito superior à capacidade da sala. Parte do público ainda não entra na contagem oficial, como autoridades e convidados que acessam o espaço por outras entradas.

Além das apresentações no Teatro Nacional, a orquestra manteve concertos em outros espaços ao longo do último ano, como teatros, áreas públicas e locais ao ar livre. Nessas apresentações, estima-se a presença de mais de 28 mil pessoas, ampliando o alcance da programação cultural.

O maestro Cláudio Cohen está na orquestra desde o primeiro ensaio, em 1979, e é o maestro titular desde 2011

A reabertura da Sala Martins Pena trouxe melhorias estruturais e técnicas. O espaço passou por modernização completa, com novos materiais, poltronas mais confortáveis, iluminação atualizada e ajustes na acústica. Também foram reformados camarins e áreas de convivência, oferecendo melhores condições para músicos e equipe técnica.

Durante o período em que o teatro esteve fechado, a orquestra manteve uma rotina itinerante, passando por diferentes palcos da capital e levando música a espaços variados, incluindo hospitais, parques e instituições públicas. Mesmo fora de sua sede, o grupo seguiu ativo e preservou sua qualidade artística.

Hoje, com músicos altamente qualificados e formação acadêmica no Brasil e no exterior, a orquestra projeta novos passos, incluindo possíveis turnês nacionais e internacionais. O repertório, segundo Cohen, reflete a diversidade de Brasília e transita entre diferentes estilos, do clássico tradicional a experimentações contemporâneas.

As apresentações seguem ocorrendo semanalmente, às quintas-feiras, às 20h, com ingressos geralmente gratuitos disponibilizados online. A combinação entre estrutura renovada, qualidade musical e forte adesão do público marca uma nova fase para a Orquestra Sinfônica, que volta a ocupar seu espaço definitivo no cenário cultural da capital.

*Com informações da Agência Brasília

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