Silencioso, a identificação do câncer renal é um dos principais desafios para a saúde pública. A ausência de sintomas nas fases iniciais dificulta o diagnóstico; quando surgem, podem ser facilmente confundidos com outras condições.
“Mais da metade dos tumores renais é descoberta durante exames realizados por outros motivos, como ultrassonografia ou tomografia do abdome. Por não existir programa de rastreamento populacional e, por frequentemente não causar sintomas iniciais, muitos casos podem permanecer silenciosos por anos”, explica o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde (SES DF), Gustavo Ribas.
Com cerca de 400 mil diagnósticos e 170 mil mortes no mundo registrados em 2020, o câncer renal está entre os 13 tipos mais incidentes. No Brasil, a doença é responsável por quase 12 mil casos e representa cerca de 2% a 3% dos tumores mais frequentes em adultos. No Distrito Federal, são registradas aproximadamente 45 ocorrências anuais.

Principais opções de tratamento podem incluir imunoterapia, radioterapia, crioterapia e, principalmente, cirurgia. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF
A doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma desordenada nos rins. O carcinoma de células renais é o mais comum, representando cerca de 90% dos tumores que se originam nesse órgão.
Sintomas e prevenção
Os sintomas mais comuns do câncer renal incluem sangue na urina (hematúria); dor lombar persistente; massa palpável na região abdominal ou lombar; perda de peso sem explicação; fadiga; febre prolongada sem causa aparente; e anemia.
Para identificar o problema, são feitos diferentes exames: ultrassonografia abdominal; tomografia computadorizada com contraste (principal exame para avaliação); ressonância magnética em situações específicas; exames laboratoriais de sangue e urina; e biópsia, quando indicada.
A detecção precoce é fundamental. “Quando identificado ainda localizado no rim, o câncer renal apresenta altas taxas de controle e cura, geralmente por meio de tratamento cirúrgico”, reforça Ribas.
Tratamento
A escolha do tratamento adequado seguirá a orientação de um especialista, que poderá se basear no tamanho do tumor de acordo com o estágio. Podendo variar entre: imunoterapia, radioterapia, crioterapia e, principalmente, cirurgia. É possível que os procedimentos sejam realizados separadamente ou combinados.

Na rede pública, há quatro hospitais com atividade em cirurgia oncológica: Sobradinho (HRS), Ceilândia (HRC), Gama (HRG) e Asa Norte (Hran). Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
Atendimento
A porta de entrada preferencial para os serviços da SES-DF na identificação da doença é a Unidade Básica de Saúde (UBS) [https://info.saude.df.gov.br/busca-saude-ubs/]. A partir da primeira consulta, são solicitados exames de rastreio, e, a depender do caso, o paciente é direcionado ao serviço especializado para uma investigação mais aprofundada.
Na rede pública, há quatro hospitais com atividade em cirurgia oncológica: Sobradinho (HRS), Ceilândia (HRC), Gama (HRG) e Asa Norte (Hran). Além disso, há um Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), no Hospital de Base (HBDF), e duas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Regional de Taguatinga (HRT).
Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação








