Investimento de R$ 56 milhões moderniza feiras do Distrito Federal

Programa Feira Legal promove reformas estruturais e regulariza boxes para impulsionar a economia e o lazer nas regiões administrativas

As feiras permanentes do Distrito Federal, conhecidas como o “coração” do convívio social nas cidades-satélites, atravessam um período de transformação estrutural. Entre 2019 e o último ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) destinou aproximadamente R$ 56,3 milhões para a construção, reforma e manutenção desses espaços. O investimento, gerido pelo programa Feira Legal, visa não apenas a melhoria estética, mas a consolidação desses locais como polos estratégicos de empreendedorismo e cultura regional.

Atualmente, o DF conta com 35 feiras permanentes e três shoppings populares (Ceilândia, Taguatinga e Gama). Ao todo, são 12 mil bancas cadastradas, das quais 75% estão ocupadas. Para aumentar essa taxa de ocupação e garantir segurança jurídica aos trabalhadores, a Secretaria de Governo (Segov) tem priorizado a regularização documental, alcançando a marca de 3,6 mil feirantes com situação normalizada.

A obra da feira do Riacho Fundo II foi inaugurada em 2018, mas apenas em 2021 este GDF conseguiu destravar a ocupação das bancas para um funcionamento pleno do comércio

Infraestrutura e Experiência do Consumidor

O foco das intervenções, executadas pela Novacap, reside na funcionalidade. De acordo com o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, a reforma dos equipamentos públicos impacta diretamente na dignidade do trabalhador e na satisfação do cliente. Em uma região onde as feiras suprem a ausência de opções de lazer ao ar livre, como praias, esses espaços tornam-se pontos de encontro fundamentais para as famílias brasilienses nos fins de semana.

Desde o início do projeto, mais de 20 unidades foram modernizadas. Cidades como Riacho Fundo, Brazlândia, Ceilândia e Sobradinho receberam melhorias que variam desde a revisão de instalações elétricas e hidráulicas até a reforma completa de telhados e pisos.

Para quem vive o cotidiano das bancas, a mudança é visível. A feirante Amelly Amorim, que atua no Riacho Fundo II, relata que a transição do comércio de rua para uma estrutura fixa trouxe mais do que conforto térmico. “Antes convivíamos com as variações do tempo. Hoje, temos uma estrutura arejada, iluminada e com banheiros adequados, o que atrai turistas e movimenta o comércio local”, afirma.

Amelly Amorim, feirante: "A estrutura do Riacho Fundo II é muito bonita, os banheiros são bons, é arejada, iluminada e é um ponto turístico da cidade"

Expansão e Função Social

O cronograma de obras segue em ritmo acelerado. A Feira Permanente de Santa Maria, uma demanda aguardada pela comunidade há duas décadas, recebe um aporte de R$ 12 milhões para a construção de uma sede moderna com mais de 2,6 mil metros quadrados. Simultaneamente, equipes trabalham em melhorias na Feira da Torre de TV e no Shopping Popular de Taguatinga Sul, enquanto novos projetos são elaborados para áreas como Águas Claras, Jardim Botânico e Itapoã.

Além das obras físicas, o processo de ocupação dos boxes vazios tem sido conduzido via licitação. Segundo Alexandre de Jesus Silva Yanez, subsecretário de Mobiliário Urbano da Segov, o objetivo do certame é prioritariamente social.

“A licitação busca fomentar o empreendedorismo e a geração de renda. Queremos as feiras ocupadas e pulsantes, cumprindo seu papel de girar a economia regional”, explica.

Ao aliar a recuperação do patrimônio público com o incentivo à atividade produtiva, o Distrito Federal tenta garantir que suas feiras permaneçam como pilares da economia local, oferecendo segurança para quem vende e um ambiente agradável para quem consome.

Fonte/Fotos: Agência Brasília

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