Delegados da Polícia Federal aprovaram a realização de uma paralisação nacional de 82 horas, batizada de “82 horas sem a PF”. A decisão foi tomada em assembleia organizada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e integra um movimento de pressão por valorização da carreira e avanços nas negociações com o governo federal.
De acordo com a entidade, a mobilização tem como principais pautas a reestruturação da carreira, recomposição salarial e o cumprimento de acordos firmados anteriormente. Os delegados argumentam que outras categorias do funcionalismo público federal já foram beneficiadas recentemente, enquanto a Polícia Federal enfrenta defasagem remuneratória e perda de atratividade.

A paralisação deve afetar principalmente serviços administrativos e não emergenciais, como a emissão de passaportes e atividades internas. No entanto, funções consideradas essenciais — incluindo investigações em andamento, combate ao crime organizado e operações em áreas sensíveis — deverão ser mantidas, ainda que com efetivo reduzido.
A ADPF afirma que o objetivo da iniciativa é chamar atenção da sociedade e do governo para a situação da categoria, além de acelerar a abertura de negociações. Já representantes do governo ainda não detalharam possíveis medidas ou propostas em resposta ao movimento.
A adesão à paralisação e seus impactos concretos podem variar entre estados, dependendo do engajamento local dos delegados. A expectativa é que, caso não haja avanço nas negociações, novas mobilizações ou até uma greve mais ampla possam ser discutidas nas próximas semanas.
O que é a paralisação?
- Trata-se de um movimento organizado por delegados da PF para suspender atividades por 82 horas consecutivas.
- A mobilização foi aprovada em assembleia da categoria, geralmente coordenada por entidades como a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.
Por que estão fazendo isso?
Os delegados reivindicam principalmente:
- Reestruturação de carreira
- Reajuste salarial
- Valorização profissional
- Cumprimento de acordos anteriores com o governo
Eles alegam que outras carreiras federais já receberam benefícios recentes, enquanto a PF estaria defasada.
O que muda na prática?
Durante a paralisação:
- Serviços não urgentes podem ser suspensos ou reduzidos
- Atividades essenciais (como investigações críticas, combate ao crime organizado e segurança de fronteiras) tendem a ser mantidas parcialmente
- Pode haver impacto em emissão de passaportes, perícias e operações administrativas
Impacto esperado
- A ação é vista como forma de chamar atenção pública e política
- Dependendo da adesão, pode causar atrasos em serviços federais importantes
- Também pode pressionar negociações com o governo







