Comércio do DF projeta alta nas vendas de pescados para a Semana Santa

Pesquisa da Fecomércio-DF aponta que 91% dos lojistas esperam desempenho superior ao de 2025; foco do consumidor está em opções mais acessíveis

O setor de alimentos do Distrito Federal demonstra forte otimismo para o período da Semana Santa em 2026. De acordo com uma sondagem realizada pelo Instituto Fecomércio-DF, 91% dos comerciantes locais preveem um aumento no volume de vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A projeção de crescimento é expressiva: a maioria dos entrevistados (60%) estima uma alta entre 10% e 20%, enquanto uma fatia de 22% dos empresários projeta um avanço ainda maior, entre 20% e 30%. O levantamento consultou proprietários e gerentes de supermercados, peixarias, feiras e açougues entre os dias 10 e 21 de março.

Perfil de consumo e estoque

O mercado parece estar preparado para o aumento do fluxo. Segundo o estudo, 95% dos estabelecimentos já ajustaram seus estoques para atender à demanda sazonal. Quanto ao comportamento do cliente, a expectativa é que o volume de compra por pessoa se concentre na faixa de 2 kg a 3 kg de pescado.

A preferência do consumidor brasiliense permanece voltada para os filés (tilápia, merluza e badejo), mencionados por 93% dos lojistas. Outros itens de destaque incluem:

  • Camarões e frutos do mar: 56%
  • Pescada: 56%
  • Tambaqui: 47%
  • Robalo: 19%

Para José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF, o cenário reflete a manutenção de uma tradição cultural aliada à prontidão do setor produtivo. “Os lojistas estão preparados e com a oferta alinhada a um consumidor que busca opções mais acessíveis”, pontuou o executivo.

Desafios e precificação

Apesar das expectativas positivas, o setor enfrenta obstáculos operacionais e econômicos. A inflação setorial e o reajuste de preços são as principais preocupações para 67,5% dos comerciantes. Além disso, questões logísticas, como atrasos na entrega de mercadorias, foram citadas por cerca de 25% dos entrevistados.

Em termos de valores, o mercado projeta que o preço médio do quilo do peixe deve oscilar predominantemente entre R$ 61 e R$ 90. Para estimular as vendas e contornar a pressão inflacionária, 74% das empresas planejam adotar estratégias promocionais, com foco em descontos diretos.

Impacto no emprego

A movimentação sazonal também gera reflexos pontuais no mercado de trabalho. Cerca de 10% dos empresários do setor realizaram ou pretendem realizar contratações temporárias para o período, sendo que a maioria dessas admissões (67%) envolve a contratação de um a dois colaboradores por estabelecimento.

*Com informações do Fecomércio-DF

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