O cenário político do Distrito Federal passou por uma transição oficial neste sábado (28). Em cerimônia marcada por uma missa de ação de graças celebrada por Dom Marcony, Ibaneis Rocha (MDB) formalizou sua renúncia ao cargo de governador. O rito de despedida incluiu a desfraldação de sua foto oficial no Salão Branco do Palácio do Buriti, contando com a presença de secretários de Estado e lideranças do setor produtivo.
A saída antecipada é um movimento estratégico: Ibaneis deixa o Executivo para focar integralmente na sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de outubro. Com a vacância do cargo, a vice-governadora Celina Leão (PP) assume a titularidade do Governo do Distrito Federal (GDF) em definitivo.

Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
Trajetória e Desafios
Durante seu discurso de despedida, Ibaneis relembrou sua ascensão em 2018, quando venceu o pleito como um nome de fora da política tradicional (outsider). O agora ex-governador não evitou mencionar os períodos de turbulência que marcaram sua gestão de sete anos, citando o afastamento temporário do cargo após os eventos de 8 de janeiro e as recentes discussões acerca da tentativa de fusão entre o BRB e o Banco Master.
O Novo Cenário Político
A ascensão de Celina Leão altera o tabuleiro eleitoral para o próximo ciclo. Ao assumir a caneta oficial, Celina não apenas garante a continuidade da gestão, mas também se consolida como o principal nome da base governista para buscar a permanência no Palácio do Buriti nas eleições de 2026.
A transição ocorre em um momento de articulações intensas, onde a estabilidade administrativa será o principal ativo para a nova governadora e a plataforma de campanha para a jornada de Ibaneis rumo ao Congresso Nacional.


