Os casos suspeitos de dengue apresentaram redução significativa no Distrito Federal nas primeiras semanas de 2026. Levantamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostra que foram registradas 1.719 notificações nas sete primeiras semanas do ano, número bem menor que as 4.579 ocorrências contabilizadas no mesmo período de 2025. A diminuição, de 62,4%, está relacionada a um conjunto de ações adotadas para conter o avanço da doença, entre elas a liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia.

Mosquitos modificados ajudam a reduzir transmissão
Mais de 38 milhões desses mosquitos já foram soltos em diversas regiões administrativas do DF. Conhecidos como “wolbitos”, eles carregam uma bactéria natural que dificulta a transmissão da dengue. Quando se reproduzem com outros Aedes aegypti, ajudam a aumentar a presença da bactéria na população de insetos, reduzindo o potencial de disseminação do vírus.
Monitoramentos realizados com armadilhas específicas indicam que, nas dez regiões onde houve a liberação, a presença de mosquitos com Wolbachia já representa, em média, uma média de 68,29% da população local de Aedes aegypti. A expectativa é que essa proporção continue crescendo ao longo do tempo, já que a bactéria passa naturalmente para as novas gerações de mosquitos.
Ações de prevenção continuam
Mesmo com os resultados positivos da estratégia biológica, o combate ao mosquito transmissor continua envolvendo outras frentes de atuação. As equipes de vigilância ambiental seguem realizando visitas às residências para identificar e eliminar criadouros.
Além disso, o governo utiliza tecnologias como borrifação residual dentro de casas, instalação de estações com larvicidas e drones que ajudam a localizar áreas com água parada. As autoridades reforçam que o envolvimento da população permanece fundamental para manter os índices de dengue em queda no Distrito Federal.
Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF







